terça-feira, 25 de maio de 2010

Para ninguém entender

As cinzas do meu cigarro
Serão minhas cinzas amanhã?
Não sei andar de carro
Tenho medo de divã

Todo mundo tem bloqueios
Dúvidas, dívidas e indecisões
Os meus são bem estranhos
Dá pra encher vários caminhões

Alguns até posso contar
Outros escondo no meu travesseiro
Na primeira estrofe tem um par
Alguns se escutam enquanto conto carneiros

O silêncio da minha sala
É algo assustador
Dá para escutar a minha alma
Me dizendo: "Não sinta dor"

Já mudei até de assunto
Para não contar os meus anseios
Não é o lugar nem o momento
De entregar meus devaneios

domingo, 16 de maio de 2010

Bah!

Sábado de madrugada
E eu não tenho o que fazer
Não tenho sequer uma garrafa
De whisky para beber.

Que fase!