domingo, 11 de abril de 2010

Nada Bem

Não sei porque
Não vou pra cama
Até não ver
O dia que agora inflama.

Sigo na mesma
Dia após dia
Não sei se é a tristeza
Que nessa hora irradia.

Se não for tristeza
Não sei mais o que pode ser
Só sei que sinto uma lerdeza
Na minha cabeça a amolecer.

Tô sozinho, tô em casa
Sei que nada vai mudar
Gostaria de saber
Como com essa noite acabar.

Vou fazer um zero oitocentos
Só pra ver quem vou chamar
Quero sentir qual será a voz
Que nesta noite irei acordar.

Minhas rimas são estranhas
Nunca sei até onde vão
Sigo escrevendo sem pensar
Enquanto espero pelo verão.

Me despeço agora amigos
Pois tá na hora de dormir
Sei que irei fritar
Mas não posso desistir

Um carneiro, três carneiros
Já não sei mais quantos são
Enquanto eles vão pulando
Sigo rolando no meu colchão.

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